27.3.11

O que é o que é? Amor. [parte 1]


            O amor não é dependência, o amor é escolha.
            Ser livre, independente, autoconsciente, responsável por si mesmo e ainda assim decidir estar no mesmo lugar.
            A prisão não é o lugar do amor, mas sim do medo. O medo que se instala e mantém os indivíduos nas águas paradas da mútua e compartilhada solidão. A dependência só permeia a crosta superficial, não se aprofunda no outro, mas nas sensações pessoais próprias, no levante do ego, nos vícios egoístas que são suscitados pela interação com o outro. Mas isto é estar completamente enterrado em si, apaixonado pelas próprias emoções provocadas pelo outro. Trata-se da solidão absoluta, prisão de segurança máxima. Insegurança máxima: o medo de adentrar no outro e se abrir para o exame.
            A fobia de se transformar, o apego ao próprio EU (inabalável Eu) e o fascínio pela idéia que se faz do outro são o suficiente para não se permitir amar.

Renda-se, como eu me rendi

            Amar é viver a aventura diária de ser escolhido, da renovação do voto sob as transformações ocorridas diante do atravessamento do outro.

20.12.10

Arte do Corpo

O movimento é o sentimento no corpo. Expressão de impactos sensoriais com a vida, com o universo e principalmente com os outros. Lidar com sentimentos alheios é receber estímulos energéticos de diversos tipos em nossa esfera energética. É como um jogo de equilíbrio, as percepções de um fornecendo e recebendo os impactos das sensorialidades emocionais do outro.
Somos como bebês, ávidos por novas sensações. O corpo, em constante expansão, tem sede de desenvolver-se, de chegar a alcances ideais. Experimenta sensações e é através do confronto com o novo que podemos acessar descobertas. O corpo quer sair do vício e se dilatar, expandir-se cada vez mais e reconhecer suas próprias possibilidades criativas e conscientes.
A DANÇA é uma criação performática, analítica. E promove também o sentimento de beleza, que move o criador artístico, por meio lírico, poético, crítico, curioso, e tantas coisas, o Belo, umas partículas de lucidez. Daí, de diversos artistas vêm às pessoas diversas concepções de beleza.
O artista possibilita a observação de expressões descontextualizadas do óbvio cotidiano do corpo e da arte, das estéticas, técnicas e leituras, explorando cada reação corporal, cada vício gestual, investigando seus elos e flexibilizando-os, comprimindo-os e LIBERTANDO-OS. E em suas resoluções, apresenta questões, pois não há soluções, erros ou acertos, há o que existe.
A expressão do corpo é resultado de sua noção de espaço, tempo, fluxo, confiança e comprometimento a concepções sentimentais, ideológicas, investigativas.
A música é um convite a um universo explorativo.
O silêncio também.
E o barulho.
E a vida?

2.9.10

Fotografia na arte contemporânea

A fotografia não é apenas um produto visual, um simples apoio. Pode ser ainda considerada por muitos como apenas um suporte para o desenvolvimento de outras atividades (profissionais, acadêmicas, jornalísticas ou de lazer), mas a fotografia é um canal de expressão em constante evolução, expansão e experimentação na cena artística contemporânea. A imagem fotográfica, ao registrar a experiência, provoca novas percepções, suscita a subjetividade (às vezes escondida pelo ato de olhar o mundo rotineiramente), imortalizando o fato e o espaço captados, contextualizando-os. Antes como um mero recurso funcional, hoje a fotografia se transforma numa fonte de estudos da própria linguagem artística, através de pesquisas experimentais.
Impressa, exposta ou projetada, cotidianamente está presente. A fotografia se integra a várias áreas das atividades humanas, nos meios de comunicação, nos álbuns de família, em recursos documentais. Mas é como suporte artístico que este canal de estudo da imagem proporciona processos criativos na busca de novos patamares do conhecimento, em formas autorais, poéticas, interventivas,fabulosas, vertiginosas, narrativas e até literárias. O congelamento de uma situação pelo artista não é um ato desprovido de criação, mas o início de uma inserção na subjetividade de um realismo virtual, lançado pela fotografia.

23.7.10

Mentiras sinceras não me interessam

Lendo os posts antigos deste blog, que existe desde 2005, percebi como hoje ele ganhou um teor cabeçudo acadêmico. pff
Talvez antes os textos tivessem menos informação, mas tinham mais vigor.
É que a própria vida vai passando por filtros, moldes. A linguagem, crenças, planejamentos, tudo sofre modificações diante do "andar da carruagem" (- como diz minha mãe).

Tudo o que se racionaliza é texto, é teoria.
Deus? - texto.
Carreira? - texto.
Astrologia? - texto.
Religião? - texto.
Currículo? - texto.
Sociedade? - texto.
Política? - texto.
E o que não é texto? o que você testa. EXPERIÊNCIA - algo que ninguém te tira, tua única posse.
O que tem vida,
o que tem vigor,
o que tem mais vontade do que necessidade,
o que tem mais loucura do que padrão,
o que te move sem pensar e não o que pensa pra mover.

Vejam bem meus bens, isso não é um manifesto anárquico, tampouco um ode a irracionalidade.

É um apelo ao coração. O que te move no mundo, o que dá sentido a tua existência?
Fazer bem o que se quer, com vigor e rigor.
Menos rótulos e mais ações, mais VIDA na rotina e menos formalismos.


"Para ser grande, sê inteiro. Nada teu exagera ou exclui. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim a lua toda brilha, porque alta vive." (Fernando Pessoa)

28.6.10

corpo em foco



que corpo está em questão?
qual o limiar entre corpo e espaço?

a imagem, o som e o corpo são tão difusos quanto o conceito de corpo contemporâneo.

a investigação do corpo;
o corpo que se confunde com o espaço;
a dança oriunda da análise gestual.
o corpo lúdico, orgânico e imaginário, que evoca matéria e espírito.

"Numa situação próxima do vazio; ele (o corpo) não é previamente construído e situado. Ele está num tipo de ausência, de silêncio, de onde tudo pode surgir"
Dominique Dupuy - Le corps émerveillé - n.16 dezembro 1990. p.31-33, p.32

orientação: Roberta Marques - Departamento de Artes Plásticas - UFPE


27.4.10

Professor crítico e transformador

Por trás do processo de desenvolvimento da estrutura educacional, do sistema de ensino, há conjunturas políticas que transformam os vieses pedagógicos abordados. É necessário que o educador se encontre nesse contexto, conheça esse desenrolar histórico para que possa compreender a própria prática educacional no presente.
Embora haja amor, dedicação e até romantismo na forma de se ministrar a educação por parte dos professores recém formados (geralmente são os mais entusiastas da educação pois ainda não se depararam com problemas práticos cotidianos), não se pode desconsiderar o método.
A Proposta Curricular é um documento norteador que 'organiza' de forma hegemônica o ensino. Unificando a educação, os PCN's configuram uma base em que o professor poderá se firmar ou se perder, dependendo se vai lançar ou não sobre este conteúdo um olhar crítico acerca do processo histórico que o desenvolveu. Faz-se necessário que sejam feitas reflexões críticas sobre o próprio método de ensino, pois é a discussão que pode avaliar e transformar as tendências pedagógicas de ensino.
Não se pode afirmar que necessariamente uma ou outra tendência de ensino seja mais ou menos importante, mas percebersuas diferenças e optar e/ou adaptar o projeto educativo para o contexto sociocultural do ambiente em que se vai trabalhar. É a maneira de tratar a educação que vai construir cidadãos ativos na sociedade, portanto um sistema de ensino hegemônico e universalista, como apresenta-se a tendência liberal tradicional, pode tolher motivações particulares de ação em contextos socioculturais que diferem do padrão, pois as generalizações teóricas excluem as peculiaridades referentes a determinados grupos sociais.
Entretanto, como vivemos o processo educacional que se discute e se avalia, estamos sempre propondo modificações e melhorias, ainda que num movimento contrário aos padrões construídos socialmente. A pedagogiarenovada, por exemplo, é fruto deste processo de transformação "em trânsito" do ensino, realizando reformas urgentes que nascem de uma nova consciência nacional do processo educativo que vem sendo construída.
Por todos esses aspectos, ratifica-se a necessidade de que o professor, além da atuação em seu ofício, esteja também 'educando' os próprios métodos educacionais, avaliando criticamente o processo históricos que nos trouxe até aqui. Dessa forma, é possível que amenizemos um pouco as dimensões de interesse político (meramente) e possamos atuar como sujeitos transformadores na evolução educacional.

17.3.10

O educador como proponente da construção de memórias vivas.

Sobre o texto “Sobre Memórias” de Rubem Alves:



O papel do educador não se restringe a passar dados, informações e reflexões acerca de temáticas convencionais. A escola tem tendência a formar “memórias sem vida própria”. Blocos de conhecimento separados e herméticos, encaixotados em pilhas empoeiradas nas cabeças dos alunos. Neste aglomerado é que devem agir as propostas de interdisciplinaridade, promovendo conexões que agem de forma mais estimulante intelectualmente. Além disso, é necessário que professores transmitam “memórias com vida própria”, ou seja, promovam novas experiências aos alunos, fugindo um pouco das discussões convencionais para que o conhecimento desenvolvido cognitivamente penetre na vida prática.
Os dados informativos, fórmulas e datas históricas são importantes, pois juntos constituem um banco de dados que pode ser acessado por toda a vida. No entanto, sem uma memória empírica, a teoria pode ficar vaga e desconexa. A experiência, por ser única, pode não ser tão utilizável quanto a teoria, que generaliza situações, mas é a reflexão crítica acerca da realidade que dá vida a teoria. A constatação pessoal é algo que vai além da ciência, é a construção de uma memória viva, de um jogo de cartas mais rico do que uma pilha de afirmações paradigmáticas.
É a experiência que nos dá o poder da informação, a autoridade do saber vivido. O saber teórico, científico, está disponível em bancos de dados comuns, em que qualquer um pode ter acesso. Entretanto, o saber experimentado só está disponível na memória de quem o viveu. Por isso é tão importante que haja interações interpessoais, para que este saber tão peculiar possa ser multiplicado e compartilhado, tanto entre alunos quanto além muros professor-aluno. O aluno deve ter voz e estar ciente de que seu canal de ação e expressão está aberto e livre de censuras e tolhimentos, pois ele também é um ser detentor de um saber que pode ser confrontado e evoluído.
O ato de estudar significa construir bases firmes que possam hospedar experiências e direcioná-las a um campo produtivo. O ato de ensinar é continuar aprendendo, patinando sob a imensidão teórica sem deixar-se afogar.

22.11.09

Qual o nosso papel dentro do setor de Ações Educativas?

texto para o Educativo FUNDAJ

- Mediação x Monitoria:

Monitoria é mais voltado para repasse de informações.

Mediação tem papel educativo. É importante sim que tenhamos um viés informativo, mas não apenas isso, devemos focar no diálogo como principal instrumento construtor de idéias e fomentador de questões; a partir dos interesses levantados pelo visitante, construir uma conversa que permeie a exposição em questão. É uma troca, ganhamos nós e o visitante. Paulo Freire consagra na contemporaneidade a idéia de que ninguém aprende nada sozinho e ninguém ensina nada a ninguém; aprendemos uns com os outros mediatizados pelo mundo.

“No século XX, o conceito de educação como ensino passa a ser minimizado para dar lugar a idéias socioconstrutivistas, que atribuem ao professor o papel de mediar as relações dos aprendizes com o mundo que devem conquistar pela cognição. A arte tem enorme importância na mediação entre os seres humanos e o mundo, apontando um papel de destaque para a arte/educação: ser a mediação entre a arte e o público.”

[BARBOSA, Ana Mae. Mediação Cultural é Social. Arte/Educação como Mediação cultural e Social/Ana Mae Barbosa e Rejane Galvão Coutinho (orgs.). – São Paulo: Editora UNESP, 2009.]

Para que essa “conversa” não aconteça de forma aleatória e arbitrária, é importante que a gente discuta e estude mais sobre o artista e a exposição de que se trata, conheçamos sua poética, mas sem a ‘neurose’ da certeza do “certo e errado” do que o artista quis passar. Trocar experiências sobre mediação também é algo construtivo, expor (nas reuniões do educativo) os diálogos e questões que foram levantadas. Tem gente que entra na galeria e não quer nem saber de conversa porque já “sabe de tudo”, mas tem muita gente que vai buscando conhecimento mesmo, e é significativo que possamos estabelecer um diálogo que estimule a reflexão. Em relação a grupos de escolas, acho muito melhor quando há dois mediadores porque a mediação fica descentralizada, mais dinâmica, menos formal e mais construtiva mesmo. A última escola que recebi foi na exposição de Águeda Ferrão, Yara tava por lá e fez a mediação comigo, foi bem melhor do que fazer sozinha porque de certa forma desconstrói a imagem de pedestal, o monopólio e monólogo da “moça que vai dar a explicação”. Através da interação e descontração entre nós duas, os alunos se mostraram muito mais participativos e desinibidos do que outros que tive a experiência de fazer a mediação sozinha.

Se tratando de mediação é isso, pesquisar, estudar, trocar experiência entre nós e se voltar aos visitantes através do diálogo, não numa imposição de informações; construir um canal comunicativo a partir das indagações levantadas pelo público, e não ter uma ‘fala pronta’ pra passar a 'gravação' pra qualquer pessoa, porque ninguém é igual e cada pessoa tem uma maneira de pensar, desenvolvimento estético e questionamentos diferentes.

21.10.09

Semana de Artes Visuais do SESC


DisparArtes Visuais é um projeto que utiliza das artes visuais como expressão e como espaço de apresentação de trabalhos gerados por artistas profissionais e amadores. É um projeto piloto, o primeiro desenvolvido pelo Coletivo Cultura do SESC Santa Rita dentro desta linguagem artística que não segrega as demais, já que estão envolvidos no processo, músicos, artistas plásticos, fotógrafos, atores, performers, designers e muitos outros. Para o ano de 2009, agregamos ao DisparArtes Visuais, o Projeto Lente do Olho, uma exposição que utiliza dos artefatos fotográficos para expressar um tema proposto pelo Coletivo Cultura, a Intimidade, aos artistas convidados para que estes desenvolvam um trabalho a ser exposto em uma das dependências desta unidade do SESC Pernambuco, de 23 de outubro a 13 de novembro do corrente.

Além da exposição, serão oferecidos à comunidade comerciária, bem como, aos artistas, aos estudantes e ao público interessado, apresentações musicais; oficinas de mídia móvel e quadrinhos; palestras sobre performance e arte e multimeios com o Prof. Paulo Marcondes e o artista Paulo Bruscky, respectivamente; apresentação de performances com vários artistas dentre eles, Fábio Rafael, Beth da Matta e Márcio Almeida; ainda, teremos uma Tenda Caricata com desenhistas profissionais e uma Mostra de Videoarte que terá a participação de artistas locais e internacionais em parceria com a Universidade de Aveiro em Portugal.

PROGRAMAÇÃO GERAL

De 23 a 30 de outubro/ 2009

23 (sexta-feira):

19h- Abertura do Projeto DisparArtes Visuais/ Lançamento da Exposição ‘Lento do Olho’

19h às 21h30min – Tenda Caricata com Beto França

19h – Coquetel e show com o Rapper Zé Brown

Local: Hall de entrada do Sesc Santa Rita

26 (segunda-feira):

12h às 14h – Tenda Caricata com Beto França

Local: Hall de entrada.

14h as 17h– Oficinas

- Quadrinhos

Ministrante: Igor Colares

- Mídia Móvel

Ministrantes: Fabrício Cruz e Marlom Meirelles

27 (terça-feira):

Das 12h às 14h – Mostra de Videoarte

Local: Hall de entrada.

14h as 17h– Oficinas

- Quadrinhos

Ministrante: Igor Colares

- Mídia Móvel

Ministrantes: Fabrício Cruz e Marlom Meirelles

28 (quarta-feira):

Das 12h às 14h – Apresentação de Performances de artistas

Local: Hall de entrada.

14h as 17h– Oficinas

- Quadrinhos

Ministrante: Igor Colares

- Mídia Móvel

Ministrantes: Fabrício Cruz e Marlom Meirelles

19h30min – Palestra: “A Arte da performance”

Ministrante: Paulo Marcondes

29 (quinta-feira):

Das 12h às 14h – Mostra de Videoarte

Local: Hall de entrada.

14h as 17h– Oficinas

- Quadrinhos

Ministrante: Igor Colares

- Mídia Móvel

Ministrantes: Fabrício Cruz e Marlom Meirelles

30 (sexta-feira):

11h – Exibição do Trabalhos realizados na Oficina de Quadrinhos

Das 11h às 12h - Apresentação de Performances de artistas

Das 12h às 13h – Exibição do filme “Picasso”

13h – Exibição do Trabalho feito nas oficinas de Mídia Móvel

19h30min – Palestra: Arte e Multimeios

Ministrante: Paulo Bruscky

20h30min – Coquetel de encerramento da semana com VJ Pedro Luna e O Homeme Elétrico

Local: Hall de entrada.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Palestras:

A arte da Performance.

Data: Quarta-feira – 28/10

Hora: 19h30min.

Local: Hall de entrada

Ministrante: Paulo Marcondes Ferreira Soares

Professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFPE.

Desenvolve pesquisas na área da sociologia da arte, particularmente no campo das artes visuais.

Ministra, dentre outras, as disciplinas de "Sociologia da Arte" e "Arte e Política no Brasil", na graduação e na pós-graduação.

Poeta e letrista de música, tem parcerias com Henrique Macedo, Geraldo Maia e dentre outros.

Arte e Multimeios

Data: Sexta-feira – 30/10

Hora: 19h30min.

Local: Hall de entrada

Ministrante: Paulo Bruscky

Paulo Bruscky (Recife, 1949) - Pioneiro em diversos mídias de arte e tecnologia no Brasil. Possui importante acervo de arte contemporânea internacional, incluíndo os grupos Fluxus e Gutai. Sala especial na Bienal de São Paulo 2004 e Bienal de Havana 2009. Artista convidado da Bienal do Mercosul/2009 e foi bolsista da Fundação Guggenheim/NY em 1981. Artista voltado, desde os anos 70, para as ações da vanguarda e do experimentalismo.Tem realizado projetos de performance, instalação, intervenção, vídeo e linguagens multimídia. É reconhecido como um dos mais importantes renovadores da cena artística contemporânea do Recife.

Oficinas:

De 26 a 30 de outubro de 2009.

De 14h ás 17h

Quadrinhos HQ:

Apresentação das Histórias em Quadrinhos como uma ferramenta narrativa para um público, mostrando seus recursos e maneiras de usá-los de forma prática. Serão realizadas experiências de ilustração e roteirização que vão culminar com uma HQ (História em quadrinho) feita por cada aluno, que irá compor uma exposição na Unidade SESC Sta Rita.

Ministrante: Igor Colares

Vagas: 20

Faixa etária: acima de 12 anos

Local: Hall do SESC Santa Rita

Inscrições: de 20 a 23 de outubro, das 14h às 18h no setor de Cultura da unidade.

Inscrição gratuita, basta trazer uma carta de intenção de participação na oficina.

Igor Colares é formado em Design pela UFPE e desenvolve trabalhos de ilustração e animação digital. Atualmente, realiza trabalhos no Fluxo Studio, estúdio de soluções criativas montado em parceria com seu irmão.

Mídias Móveis:

Transformação de ideias em produtos audiovisuais sem a utilização de equipamentos profissionais, desmistificando o processo de realização. Serão feitas experiências práticas para realização de trabalhos neste formato, promovendo um questionamento sobre o cinema contemporâneo e um produto artístico que será exibido ao público.

Ministrantes: Fabrício Cruz e Marlom Meirelles

Vagas: 20

Faixa etária: acima de 12 anos

Local: Sala de aula- 2º andar

Inscrições: de 20 a 23 de outubro, das 14h às 18h no setor de Cultura da unidade.

Inscrição gratuita, basta trazer uma carta de intenção de participação na oficina.

Sobre Fabrício Cruz

Produtor e Diretor de Arte em vários curtas-metragens digitais e em película; Produtor de TV contratado para o CINE PE 2008; Diretor de videoclipes elaborados exclusivamente para exibição através da internet; Produtor de vários curtas captados e finalizados por/para mídias móveis; Domínio de técnicas de animação em stop-motion e pixilation.

Sobre Marlom Meirelles

Editor de vídeo com experiência em direção e elaboração de roteiros. Cursando o 6º período de Cinema na Faculdade Maurício de Nassau, Recife -PE. Trabalha ainda como diretor de fotografia e still e continuista.

Tenda Caricata

Profissional convidado: Beto França

Sobre Beto França:

Nascido em Recife, Pernambuco de 1980, Alberto França conhecido como Beto França começou o seu interesse por desenho em 1999.

Associado a ACAPE ( Associação de Cartunistas de Pernambuco) em 2002 começa a fazer ilustrações para o Jornal do Commercio com os jogos dos 8 erros.

Nos anos seguintes participa de salões de humor sendo classificado na maioria deles na modalidade caricatura. Todos eles no Brasil.

Atualmente faz caricaturas por encomenda, ao vivo (festas e eventos), ilustrações para livros, revistas e trabalha numa empresa de Design como ilustrador.

Vídeos da Mostra.

SESC SANTA RITA

Diana Tavares (Portugal)

Playing,

Vídeo, cor, som, 2’02. 2008

Pedro Pais Correia (Portugal)
retrato – auto
vídeo, cor, som , 2:44 min., 2008

Pedro Pais Correia (Portugal)

Cardinal Points

Vídeo, cor, som, 3’03min. 2009.

Pedro Pais Correia (Portugal)

Bafo de Artista

Vídeo, cor, som, 3’28min. 2008.

Teresa Magalhães (Portugal)

"Space Shuttle"

Vídeo, cor, som, 1’05, 2008.

Teresa Magalhães (Portugal)

"#2"

Vídeo, cor, som, 3’29, 2008.

Sérgio Eliseu (Portugal)

Limbo

Cor, Stereo, 02min38seg. 2008

Marcelo Feitosa (Brasil/PE)

CircenSer

Vídeo, cor, som stereo, 5min57seg, 2009.

Paula Frassinetti (Brasil)

“Céus e Terras Passarão”

Vídeo, cor, som, 1’07.

Taciana de Fátima Oliveira (Brasil/PE)

A Valsa de uma nota só.

Vídeo, preto e branco, stereo, 5min08seg. 2008

Uma produção: Zest Artes e Comunicação

Mozart Santos Oliveira (Brasil/PE)

Sabotage

Vídeo, cor, som stereo, 3min. 2008.

Mozart Santos Oliveira (Brasil/PE)

este é meu corpo

Vídeo, cor, som stereo, 20min, 2008.

Mozart Santos Oliveira (Brasil/PE)

imagem e semelhança.

Vídeo, cor, som stereo, 2min, 2009.

Mozart Santos Oliveira (Brasil/PE)

Sorria

Vídeo, cor, som stereo, 09seg, 2009.

Erick Capullo Oliveira (Brasil/PE)

Vídeo, animação, som, 3min12seg, 2009.

Fábio Rafael (Brasil/PE)

Sem título

Vídeo, preto e branco, 3min. 2009.

Fábio Rafael (Brasil/PE)

Sem título

Vídeo, preto e branco, 5min. 2009.

Fábio Rafael (Brasil/PE)

Sem título

Vídeo, preto e branco, 5min. 2007.

Daniel Aragão (Brasil/PE)

Uma Vida e Outra

Vídeo, Preto e Branco, 17min. 2006.

Gustavo Melo (Brasil/ RJ)

Picolé, Pintinho e Pipa

Vídeo, Cor, 15min, 2006

________________________________________________________________________________________________
Informações: (81) 3224-7577


apareçam!
:)

1.10.09

nº 23 do livro do desassossego

É uma oleografia sem remédio. Fito-a sem saber se vejo. Na montra há outras e aquela. Está ao centro da montra do vão de escada.
Ela aperta a primavera contra o seio e os olhos com que me fita são tristes. Sorri com brilho de papel e as cores da sua face são encarnado. O céu por trás dela é azul de fazenda clara. Tem uma boca recortada e quase pequena por sobre cuja expressão postal os olhos me fitam sempre com uma grande pena. O braço que segura as flores lembra~me o de alguém. O vestido ou blusa é aberto num decote ladeado. Os olhos são realmente tristes: fitam-me do fundo da realidade litográfica com uma verdade qualquer. Ela veio com a primavera. Os seus olhos tristes são grandes, mas nem é por isso. Separo~me de defronte da montra, atravesso a rua e volto~me. Ela segura ainda a primavera que lhe deram e os seus olhos são tristes com o que eu não tenho na vida.
Vista à distância, a oleografia tem afinal mais cores. A figura tem uma fita de cor mais rosa contornando o alto do cabelo; nem tinha reparado. Os olhos tristes desta oleografia que contemplamos à distância fitam~me como se eu soubesse de Deus. É curioso de onde, afinal, eu conhecia a figura. No escritório da Rua dos Douradores há, no canto do fundo, um calendário idêntico, que tenho visto muitas vezes. Mas, por um mistério, ou oleográfico ou meu, a idêntica do escritório não tem olhos com pena. É só uma oleografia. Que olhos me fitavam na montra? Estou quase a tremer. Ergo involutariamente os olhos para o canto distante onde a verdadeira oleografia está. Levo constantemente a erguer para lá os olhos.


(Bernardo Soares)

14.9.09

Mostra de Video Arte


Programação (será apresentado um vídeo por dia):
Dia 13 (17hs - 19hs) – “Trilha anti-flutuante” de Zeca Viana e Bruna Rafaella
Dia 14 (9hs - 17hs) – “Sem título” de Fábio Rafael
Dia 15 (9hs - 17hs) – “A busca da linha” de Izidorio Cavalcanti
Dia 16 (9hs - 17hs) – “CircenSer” de Marcelo Feitosa
Dia 17 (9hs - 17hs) – “Funesta selva” de Paula Frassinetti
Dia 18 (9hs - 17hs) – “The skate boy” de Anima Paulista



publicado em http://memorialcs.wordpress.com/


:)

21.7.09

Quem sabe faz ao vivo!

Como são intrigantes os momentos! Tudo passa e o que nos resta são as lembranças. A lembrança é uma sub-realidade, algo que acontece dentro do momento real, como um programa gravado sendo exibido ao vivo.
Esperamos por determinados momentos ansiosamente (a ansiedade é o desejo de adiantar as partes da vida) e quando a 'felicidade' esperada finalmente chega é como um torpor, um sair de si, é quando finalmente conseguimos agir ao vivo. A felicidade é o instante que se age ao vivo, em que se vive o momento o mais integralmente possível.
A fotografia é o amparo da memória. A memória é uma subrealidade delivery open 24hrs para momentos em que não se consegue viver ao vivo. Quando vivemos algo intenso, verdadeiro, é criado um sentimento gigantesco em nós: h a p p i n e s s! E felicidade vicia. Estamos querendo sempre mais e que seja cada vez maior, mas não percebemos que não há uma gradação, não há como comparar pois cada momento é ÚNICO! Nada se repete (embora a vida pareça repetitiva às vezes), cada segundo é DIFERENTE do que passou e do que está por vir.
Estar feliz é integrar um momento esperado, como quem finalmente chega ao topo de uma montanha. Mas uma hora você vai descer de lá e vai começar a procurar outros topos para alcançar. Quando você alcançar, maravilha! Mas e todo o resto? Os tropeços e atropelos do caminho? As angústias e ansiedades? E a descida de volta da montanha? O vazio que dá depois de expurgar esse peso (até a felicidade tem um peso)... Ser feliz é aceitar a brevidade dos momentos - felizes ou não - e conseguir se desprender deles para que seja possível atuar ao vivo nas próximas cenas, viver o futuro sem medos ou amarras, mas de cara limpa e peito aberto para o que der e vier!


“O mundo todo é um palco, os homens e mulheres meros atores que nele entram e saem, cada um a seu tempo...” (William Shakespeare)

5.5.09

Brigada Cícero Dias

A Brigada Cícero Dias, que evoca um nome simbólico nas relações artísticas entre a França e o Brasil, pretende trazer à tona a discussão em torno da pintura mural, tendo em vista, sobretudo, o espírito democrático e efêmero que norteia o campo das artes plásticas na contemporaneidade. Neste sentido, o tema central do projeto, igualdade, fraternidade e liberdade, está concretizado à medida que artistas consagrados e jovens artistas convivem e dividem o mesmo espaço. A reflexão sobre a expressão artística também será viabilizada a partir da realização de mesas-redondas e concurso de crítica de arte que promoverão um debate sobre o espaço e atualização da pintura mural. O projeto abarcará diversos estilos de pintura que passam pelas técnicas tradicionais até o grafite e o quadrinho.









http://www.af.rec.br/cicerodias/index.html

17.2.09

pedido

seja meu sol,
agora me aqueça.
tua luz sem demora
pra qu'eu não enlouqueça.
mesmo distante
sinto calor,
mas quando aqui...
derreto de amor.

30.11.08

Arte Marginal

A expressão artística fora dos padrões estéticos valorizados socialmente é um campo do qual se podem extrair linhas de pensamento mais livres, críticas e carregadas de contestação social. Quem define o que é certo e errado na Arte? Os espectadores. A cultura dominante e a mídia exercem papel regulador na divulgação de artistas e formas de expressão, mas a poesia alternativa, a arte de rua e outras formas não convencionais de produção artística têm seus apreciadores, seu público que está inserido no contexto de sua produção. Até quando haverá esta divisão entre arte acadêmica e arte espontânea, de rua, alternativa, marginal?
A Cultura manifesta-se de forma plural e cada indivíduo é produtor, tem potencial criativo de expressão. No entanto, a mídia ainda tem o poder de legitimação bastante expressivo no sentido de valorizar apenas a arte que segue determinados padrões estéticos, não aceitando novas formas de expressão e criação, contestação. Se há artistas que contestam e enfrentam o poder cultural dominante é porque certamente há o que ser contestado e há o que ser discutido, não se pode simplesmente generalizar os artistas de rua como vândalos ou ‘baderneiros’.
Portanto, faz-se necessária a valorização e o incentivo das produções alternativas, como nos últimos cinco anos está acontecendo, a Bienal que recebeu obras de grafiteiros, a poesia independente sendo legitimada. Mas estes ainda são apenas atos iniciais para romper com os paradigmas da produção artística. O artista deve ter o direito de expressar-se, e não ser taxado de criminoso por isso.

imagem: Hélio Oiticica

7.9.08

peixes são mudos

Os peixes nadam nadam nadam
(no nada? no tudo?)
águas profundas
águas calmas
vezes turvas
vezes límpidas

cavernas submersas
locais inexplordos
algas jamais vistas
peixes coloridos
brilhantes

mas sempre mudos
sem piscar
os olhos paralisados

o que teria dentro d'um peixe?

carne branca
absorveu toda a luz que pôde
pra poder continuar nadando
nas profundezas escuras

vai à superfície
banho de ar de luz
mergulha sem medo
ávido por nadar e nadar.

22.8.08

Arte, Escola e Linguagem.

No ensino-aprendizagem da Arte, a maneira como a linguagem será utilizada é de fundamental importância, pois existem ainda paradigmas básicos acerca do universo artístico que precisam ser rompidos para que haja uma expansão do público que dialoga com obras de arte e que também as produz, dissolvendo assim o mito de ser a Arte um canal de expressão incompreensível e acessível apenas àqueles que têm acesso ao conhecimento acadêmico e técnico ou gênios artísticos. A Arte é, antes de mais nada, um meio de expressão e diálogo para se propor idéias, suscitar discussões, tornar visível o que está oculto através do direcionamento do olhar.
Hoje o artista é o indivíduo que observa a natureza e a sociedade e interage com o mundo, devolvendo ao espaço real uma nova configuração da realidade por meio da produção artística, sendo esta a materialização da impressão do mundo e não uma mera reprodução da realidade, visto que para o feitio de cópias já dispomos de tecnologia rica, eficaz e prática.
Portanto, acredita-se que a escola seja o espaço base e ideal para o ensino-aprendizagem da Arte por ser um local apto a compartilhar saberes e produções e capacitar novas gerações para o uso da liguagem artística. Sendo assim, é possível haver uma sociedade mais coesa, consciente de suas pluralidades e tolerante, pois na Arte não se julga o certo ou errado (não que ela esteja acima do bem e do mal - está inserida na Cultura da sociedade), mas sim as formas de comunicação e expressão.



p.s.: saiba mais sobre o assunto conhecendo o projeto Arte na Escola: http://www.artenaescola.org.br/