21.8.08

A farsa de Deus - releitura

Ano passado postei um texto aqui com o título de "A farsa de Deus" (http://convencoes.blogspot.com/2006/03/farsa-de-deus.html), e hoje lendo percebi a transmutação do meu pensamento, na verdade a sutilização de minhas crenças, simplificação da realidade apresentada. A "farsa" na realidade é a forma como as sociedades institucionalizaram Deus, transformando reuniões de comunhão fraterna em templos de opressão, controle social e medo.
A luz superior é um sentimento, uma vibração: O AMOR. O Amor é um sentimento que ilumina e tranquiliza os corações humanos, e tudo que deriva Dele é positivo. Se amamos, e expandimos esse amor para os outros seres e para o universo, poderemos experenciar e viver a Paz, Harmonia, Justiça e Verdade.

"O Amor é para ser distribuído
e não Amor fingido porque ele causa dor
O Amor é o campo da formosura

Onde está minha imagem pura, Deus foi quem criou

O Amor é o trono da Verdade
Onde está a majestade, Cristo Nosso Senhor
O Amor deve ser bem profundo
Mas não é em todo mundo, é para quem acreditou

O Amor é o trono de Harmonia
Aonde eu descanso, e rezo todo dia
O Amor é da Sempre Virgem Maria
Jesus Cristo Salvador, Ele é quem nos guia"

(Sebastião de Mota Melo)

12.8.08

Carta achada no futuro.




"Descobri que quando as pessoas passam por debaixo das árvores elas mudam completamente! É sério, eu juro, vi com meus próprios olhos! Eu tava na janela do meu quarto e vi quando um jovenzinho veio se aproximando da planta gigante, e veio veio veio veio e PUF! Passou e do outro lado do caule vi um homem adulto! Juro! Não era mais aquele rapazinho com cara de bobo. E teve outra vez que vi um velhinho mancando passar e se transformar num homem bem mais novo.
Eu nunca tinha reparado nessas árvores deste edifício... Só sei que pra tê-las só sendo muito rico viu... Vou tentar entrar algum dia nesse prédio (de apenas um apartamento para 13 andares), passar pelas árvores e ver se acontece algo comigo também.
As árvores são passaportes neste asfalto... No meio de tanto concreto, um pedaço de madeira e aquelas coisinhas verdes também, cheias de... de quê mesmo? AH! C L O R O F I L A!
Chocante! O corpo sofre imapacto na hora, por nossos sentidos já tão acostumados ao cheiro cinza da cidade detectarem vida real.
Vou pedir de presente de aniversário aos meus pais que me levem numa daquelas estufas que têm algumas plantas que sobraram do nosso planeta Sucata. Antigamente ele se chamava... como mesmo? AH! T E R R A."





22.11.07

Momento poético! - por mim.

(IN)CERTEZAS

Meus dias
repletos de incertezas
expectativas
numa maré aleatória
de ares
que entram e saem
e minha mente, a todo instante
se mostrando diferente,
mais certa
da incerteza.

Seria certo nessa vida
procurar certezas?
certamente encontraríamos
apenas a certeza
de não sermos certos.

Os que se julgam certos
os que cabem em suas medidas
e em suas certezas
talvez sejam estes os mais
incertos
que de tanta ausência de chão
tanta, tanta... tontos!
preferem crer em certezas
e negar uns caminhos
dos quais não conhecemos os finais
(se é que existem os fins).

Eu, incerta.
prefiro flutuar
passando por entre os ladrilhos
sem me apegar a nenhum
aqui do alto, sou auto.

voyeur do mundo.